As 6 principais razões para viajar com crianças – as vantagens das viagens em família.

Ao contrário do que a sociedade nos quer fazer acreditar, existem multiplas razões para viajar com crianças.

Em quase uma década de viagens com os nossos filhos há coisas que não mudaram. Uma delas é que, de forma geral, as pessoas não percebem as razões para viajar com crianças.

Quando, em 2013, contamos a amigos e família que vinha aí a Zoe, logo a seguir a nos darem os parabéns veio o famoso comentário: “agora vão acabar as viagens”!

E ao longo destes anos muitas foram as vezes que as perguntas, críticas e mesmo desabafos pontuaram as nossas conversas com os que nos rodeiam. “Mas como é que vocês descansam?”. “O que é que eles comem?”. “Então e vão faltar à escola?”. “Não vale a pena viajar com eles, não se vão lembrar”. “Não gosto nada de viajar com os meus filhos. Dá trabalho e eles não aproveitam”.

A grande maioria das vezes estas reações devem-se a preconceitos. A ideias que se instalaram na nossa sociedade. Ideias essas que a experiência, a pedagogia e mesmo a ciência têm vindo a demonstrar ultrapassadas e infundadas.  

Viajar apresenta inúmeros benefícios. E esta verdade não se altera quando aplicada a crianças e famílias.    

Vamos lá então falar das 6 principais razões para viajar com crianças e todas as vantagens das viagens em família.  

6 razões para viajar com crianças

Eu tento sempre aprender enquanto escrevo um artigo para o blog.

Por isso faço as minhas pesquisas e compartilho sempre aqui as referências mais relevantes.

Podem encontrar todas as referências para este artigo aqui.

1.      Coesão e Equilíbrio familiar

Viajar é uma ótima forma de sair da rotina. E ao fazê-lo ficamos mais disponíveis para os nossos filhos.

Sem o stress e os horários restritos do dia a dia estamos mais livres para vivermos juntos momentos de qualidade. Momentos para criarmos memorias que fortalecem os laços familiares. 

E isto tem impacto positivo em muitas áreas da vida familiar.

criança a brincar com o pai em Aveiro Portugal

Criação de laços e espírito de equipa

Viajar é como pressionar o botão de pausa e encontrar tempo e disponibilidade emocional para viver o momento presente. Estar aqui e agora. Olhar para os nossos filhos com olhos de ver e percebermos que eles são nossos companheiros (de viagem e de vida!).

Viajar é também sair da nossa zona de conforto. E quando saímos da nossa zona de conforto a magia acontece. Fala-se muito disto no âmbito profissional e de crescimento pessoal, mas isto também é verdade no que toca à família e à nossa relação com os nossos filhos.

Estarmos todos (pais e filhos) fora de casa, numa cidade ou país novos, expostos a novas situações, fora da nossa zona de conforto, desenvolve o espírito de equipa familiar, cria e reforça dinâmicas interpessoais e ajuda a que cada membro da família encontre o seu lugar e seja valorizado por todos.

Lembram-se daquelas atividades e viagens “team building” que as empresas organizam? Isto é super importante na família também!

As histórias que vivemos todos juntos nesse espaço de tempo são só nossas. O facto de mais ninguém perceber tão bem como a nossa família o valor daquelas memorias torna-as ainda mais especiais e aproxima-nos. Como aquelas piadas pessoais que mais ninguém percebe e nos fazem sentir que fazemos mesmo parte de um grupo? Este sentimento é fundamental para coesão familiar.

Partilha de paixões e interesses comuns

O que nos faz ter amigos e companheiros são principalmente as afinidades, os gostos e interesses comuns, ideias parecidas.

A gastronomia, a arte, o desejo de aventura e de explorar, são paixões que se desenvolvem e se partilham em viagem.

Incluir os nossos filhos nesses momentos, partilhar com eles novas descobertas, momentos de contemplação ou de alegria ou mesmo superação cria laços muito fortes numa família.

E quando os filhos deixam de ser espectadores e passam a ser atores, como muitas vezes somos “forçados” a aceitar em viagem (até por falta de quem trate deles!), nascem os verdadeiros interesses comuns. E acontecem os verdadeiros momentos de partilha que ficam para a vida!

Equilíbrio emocional 

Se viajar for uma das nossas paixões, a vontade de explorar o mundo não vai desaparecer por nos tronarmos pais.

Nunca devemos desvalorizar a importância do bem-estar e equilíbrio emocional e psicológico. Do nosso e do dos nossos filhos.

Deixar de fazer o que gostamos por sermos pais vai criar em nós muita frustração. Da mesma forma que excluirmos os nossos filhos das atividades que nos tornam felizes vai criar neles frustrações por não partilharmos esses momentos em família. 

A longo prazo a frustração não será boa conselheira.

Por vezes não percebemos porque nos irritamos mais facilmente ou porque não temos paciência para brincar com os nossos filhos. Muitas vezes isso é o resultado da frustração. E estes são os sintomas mais simples.

Em último caso frustração prolongada pode levar a depressões. Isto é cada vez mais comuns não só em adultos, mas também em crianças! [9]  

Fazer o que mais gostamos torna-nos mais felizes. Isto é valido para muitas atividades: desporto, leitura, cinema…. Viajar é só uma atividade no meio de muitas outras. Mas enquanto nem em tudo o que gostamos de fazer é possível ou fácil incluirmos os nossos filhos, viajar é, pelo contrário, das paixões mais fáceis de partilhar em família.

Viajar é aliás uma das atividades que podemos retomar mais rapidamente no seguimento de um parto. E acreditem, faz milagres na forma como encaramos com um olhar mais positivo e descontraído todas as mudanças que se operam na nossa vida quando acolhemos um filho.

E isso ajuda-nos a encontrar o equilíbrio familiar tão importante para sermos todos felizes.     

Até porque quanto mais cedo viajramos com os nossos filhos mais fácil se tornam as viagens em família. E isto leva-nos ao ponto seguinte.

2.      Flexibilidade e capacidade de Adaptação

As crianças, principalmente os bebés, têm uma flexibilidade e capacidade de adaptação quase infinitas.

Ao contrário dos adultos, que já trazemos na bagagem muitas experiências e lições que condicionam a forma como encaramos o contexto ao nosso redor, as crianças têm as doses imensas de curiosidade e de inocência necessárias para se adaptarem facilmente a novas situações.

três crianças ao redor de uma fogueira num acampamento durante uma viagem de van nos fiordes noruegueses

Adaptação não é gostar de tudo!

Serem capazes de se adaptarem não quer dizer que as crianças gostem de tudo e que estejam sempre alegres e satisfeitas em qualquer situação.

O que isto quer dizer é que crianças saudáveis (a nível físico e psicológico) ainda têm capacidade de aceder com facilidade a mecanismos cerebrais que lhes permitem relativizar sensações como o desconforto, o medo ou o tédio.

E isto simplesmente porque foram expostas a menos fatores condicionantes como hábitos prolongados no tempo ou ideias pré-concebidas de origem social ou cultural.

A repetição consolida as aquisições 

Fala-se muito nos rituais para facilitar o sono, a alimentação, etc. O interessante é que a repetição é fundamental para o Ser Humano adquirir novas capacidades.    

Quanto mais a capacidade de resposta à novidade e a ausência de condicionantes for exposta a novas situações e contextos diferentes, mais mecanismos de adaptação serão desenvolvidos pelas crianças e mais flexibilidade vão conseguir desenvolver.   

Sair da zona de conforto

Viajar cria, de forma natural, excelentes oportunidades para desafiar a capacidade de adaptação e a flexibilidade. E não só para as crianças. Para nós também, como adultos e como pais.

Mais uma vez, sairmos da nossa zona de conforto torna-nos mais predispostos a resolver novos problemas ou a encontrar soluções diferentes para problemas comuns.

Por exemplo, não vamos encontrar o mesmo tipo de comida nem as mesmas lojas. Termos de encontrar alternativas e adaptarmo-nos ao novo contexto.

Porque viajar é um grande incentivo. Afinal de contas já nos deslocamos, já gastamos dinheiro. Agora queremos mesmo aproveitar, encontrar soluções que nos permitam aproveitar ao máximo aquela oportunidade. Se estivermos perto de casa a primeira reação é ir embora, certo?

Sairmos do nosso contexto habitual ajuda-nos a olhar para o que nos rodeia com novos olhos. Obriga-nos a descomplicar e a perceber que há muitas formas de resolver um mesmo problema. Isso desenvolve a nossa capacidade de adaptação e torna-nos mais flexíveis.

“Adaptação” pressupõe a confrontação a algo novo. E requer energia e por vezes desconforto para ultrapassar esse processo.

Acumulação de experiências e interligação de conhecimento

Assim como quantas mais línguas falarmos mais facilmente aprendemos uma língua nova, também temos mais facilidade de encontrar soluções quanto mais problemas resolvermos.

Quanto mais situações diferentes vivermos mais facilmente gerimos esse desconforto e menos energia necessitamos para o fazer. Sobretudo se isso acontecer quando somos crianças.

A certa altura algumas situações deixam mesmo de requerer um processo de “adaptação”, de tal forma estamos habituados a diferentes contextos. Simplesmente porque já não lhe atribuímos importância. Afinal de contas sabemos que somos capazes. É dado adquirido.

É o caso do sono, por exemplo. Ou da alimentação. Duas questões muito recorrentes quando falamos em viajar com crianças.

Quando as crianças crescem habituadas a dormir em qualquer lado têm muito menos problemas associados ao sono ao longo da vida.

O mesmo se aplica à alimentação. Quanto mais comidas diferentes damos a provar às crianças mais curiosas elas serão por novos sabores.

Viajar é excelente para isto porque ao nos depararmos com menos opções ou termos acesso facilitado a novas situações temos mais motivações para experimentar coisas novas.

E tudo o que as crianças adquirem quando são pequenas dificilmente vão perder ao crescerem.    

3.      Quebrar preconceitos e abrir horizontes

Dar às crianças a oportunidade de contactarem com culturas e pessoas diferentes permite-lhes perceber que temos muito mais pontos em comum do que as aparentes diferenças que nos distinguem.

E ao encontrarem o que os aproxima aprendem a valorizar e a ver beleza nas características que tornam cada pessoa única.

bebé com um camelo na praia em JBR Dubai

Viajar é fatal para o preconceito, o fanatismo e as mentes estreitas, e muitas pessoas precisam muito disso na verdade. Visões amplas, saudáveis e caridosas dos homens e das coisas não podem ser adquiridas a vegetar num pequeno canto da terra durante toda a vida.

Mark Twain [1]

Alteração do ponto de vista

Viajar coloca-nos a nós na posição de “estrangeiros”.

Quando visitamos um país, uma cultura que não é a nossa, somos nós que somos diferentes de quem nos esta a receber.

Ao sermos bem acolhidos e ao vivermos naquele novo contexto mesmo que por um curto espaço de tempo apercebemo-nos de que afinal não somos assim tão diferentes.

Desenvolvemos confiança e criamos laços baseados no respeito. Compreendemos diferenças culturais e, dando-lhes o merecido valor, retiramos-lhes o fator “desconhecido”. Ao fazê-lo damos por nós a nos apaixonarmos pela diversidade cultural, pelas pessoas, pelos países.

E principalmente, damos por nós a desmentir preconceitos, a abrir um mundo de possibilidades de cooperação e partilha.

Um investimento para o futuro

Mas quando isto acontece com crianças impede completamente a criação de preconceitos. Saltando a fase de ter de contrariar ideias pré-concebidas, criamos uma geração muito mais inclusiva, mais cooperativa e humana. Onde todas as possibilidades estão em aberto.  

Elas (as crianças) vão começar a aprender as ferramentas para desenvolver relações significativas, especialmente através das diferenças, desde cedo. Viajar tem o potencial de criar uma nova narrativa que ensina as crianças sobre as semelhanças com os outros [e] estabelece uma base sólida, especialmente nos primeiros anos… (Ao viajar com crianças) nós temos o potencial de criar uma geração que sabe como viver e coexistir uns aos outros.

disse a Doutoura Robin Hancock, especialista em educação global do Bank Street College, numa entrevista dada à Travel + Leisure.[2]

(Viajar) torna-as mais abertas a experimentar coisas novas [e] menos cautelosas com pessoas e cenários que não lhes são familiares. Isso inevitavelmente tornará as crianças mais abertas e removerá o preconceito.

explica a Doutoura Robin Hancock [3]

E ao regressar ao país de origem, à escola, ao resto da família, as crianças, mais do que contar histórias das viagens, vão agir de forma mais tolerante. Vão aceitar de forma mais natural e espontânea tudo o que é diferente.

E vão por isso mesmo ser exemplos e motores de mudança nas suas comunidades.

4.      Aprendizagem contextualizada

O contacto com a realidade e viver experiências são as formas mais eficazes e naturais de aprender.

Isto é a base de métodos pedagógicos cujo sucesso tem sido provado nas últimas décadas, tal como Método Montessori [8].

Toda a informação que podemos contextualizar e aplicar imediatamente é mais facilmente apreendida e integrada.

Andar 10.000 milhas pelo mundo é melhor do que ler 10.000 livros.

Proverbio Chinês [4]

Isto porque o cérebro cria múltiplas ligações entre informação visual, auditiva e olfativa e mesmo táctil e gestual. Ligações que permitem contextualizar noções que de outra forma seriam abstratas e sem escala de comparação.

família a explorar a cratera de um vulcão em Tenerife Canarias Espanha

Que tamanho tem um vulcão?

A Zoé e o Guy perceberam a escala de um vulcão quando entraram numa cratera verdadeira em Lanzarote.

A atividade vulcânica é um exemplo clássico e simples, mas pode ser transposto para tudo o resto.

Outro exemplo que podemos dar da nossa experiência foi a visita que fizemos a uma baía bioluminescente em Porto Rico. Este fenómeno é extremamente difícil de captar em fotografia e vídeo e geralmente as representações que se encontram são alvo de edição pesada e pouco fidedignas.

Por terem a oportunidade de ver este fenómeno na realidade e mesmo poderem tocar e fazerem experiências no contexto natural, a Zoé e o Guy conseguiram perceber as dinâmicas associadas e a maneira como estes organismos reagem.

A Zoé foi mesmo capaz, com 7 anos, de montar uma apresentação que fez de forma espontânea aos colegas sobre este fenómeno tão abstrato mesmo para adultos que nunca tiveram a oportunidade de o observar.  

Os efeitos a longo prazo

A aprendizagem contextualizada permite perceber noções mais ou menos avançadas de Geografia, História, Biologia, Arte ou Literatura.

Mas permite também o desenvolvimento de competências mais primarias como a linguagem.      

Sabemos que em termos de linguagem, os bebés percebem os sons de forma diferente dos adultos. À medida que crescem eles perdem a capacidade de distinguir muitos dos outros sons da fala (que já não ouvem). Se os cercarmos com sons de fala do mundo todo, mantemos essas categorias, o que os ajuda mais tarde na vida com a sua própria linguagem.

Explica Erika Levy, professora associada em ciências da comunicação e distúrbios no Teachers College da Columbia University. [5]

5.      Saúde e Desenvolvimento

Num mundo onde mais de metade da população vive em zonas urbanizadas [6], torna-se urgente e extremamente importante dar às crianças oportunidades de contacto e imersão na Natureza.

Se nos lembrarmos que viajar não implica necessariamente nos deslocarmos até ao outro lado do mundo, facilmente percebemos como as viagens são resposta a esta necessidade humana de repor energias, respirar ar puro e “sentir” o silencio.

criança a saltar de um banco em Andaluzia Espanha

Desenvolvimento motor

Viajar oferece às crianças a possibilidade de correrem livres em grandes espaços abertos, de porem à prova a coragem e ultrapassarem medos, de desafiarem limites físicos e adquirirem novas competências.

Pelo simples facto que viajar permite aceder a uma variedade infinda de cenários diferentes, ao mesmo tempo que retira o peso psicológico e o cansaço físico ligados às rotinas e aos horários restritos.

É uma questão de contexto e a possibilidade de quebrar hábitos e toda a motivação que isso pode proporcionar.

Por exemplo, a Zoé começou a aprender a nadar sozinha depois de ter tentado fazer snorkeling na Polinésia para ver os tubarões e não ter conseguido. A evolução na aprendizagem deu-se em 15 dias. Antes de voltarmos para a Europa ela já se sentia à vontade sozinha na piscina. Isto nunca teria acontecido em Paris, onde vivemos. 

Fortalecimento do sistema Imunitário

Tudo o que referimos em relação à adaptação e flexibilidade aplica-se também ao desenvolvimento e fortalecimento do sistema Imunitário.

Quando pensamos nisto vem ao espírito doenças, vírus e bactérias. Principalmente nos tempos que correm.

Mas se olharmos para este assunto com naturalidade e alguma leveza percebemos que não tem de implicar nada de grave para o sistema Imunitário sair fortalecido de uma viagem.

O simples facto de não irmos a correr para casa quando chove (afinal de contas o hotel ainda está longe e até queríamos andar a passear!) fortalece as defesas, reduz a sensibilidade a constipações e ajuda o corpo a reagir melhor ao frio. 

Já viram a quantidade de coisas que melhoram numa situação tão simples?

Saúde mental

Os casos de depressão e de distúrbios mentais em crianças e jovens estão a aumentar a olhos vistos. [7]

É verdade que o desporto e as atividades no exterior num contexto de cidade ou zonas urbanizadas podem em muito contribuir para evitar este tipo de situação. No entanto é também verdade que atividades em grupo ou em contextos de competição resultam em stress e ansiedade assim como criam expectativas e comparações por vezes nefastas à saúde mental de jovens e adolescentes.

Também aqui viajar, saindo do contexto habitual, rodeados exclusivamente pelos pais e irmãos, é fator preponderante para o alívio de tensões e stresses, anulando por alguns dias ou semanas a tendência à comparação excessiva e o instinto competitivo.

O retorno à bolha familiar, num ambiente novo e propicio à descoberta, recentra a atenção das crianças e jovens e ao mesmo tempo permite aos pais de se aperceberem de certos sinais e situações que podem passar despercebidos na correria do dia a dia.

As vantagens são inúmeras.     

6. Consciência e ação social e ambiental

Só protegemos o que amamos, e só podemos amar o que conhecemos e entendemos.

três crianças a brincar com um pequeno animal em Carmel, Big Sur, Califórnia

No one will protect what they don’t care about; and no one will care about what they have never experienced.

David Attenborough

E inconscientemente até subestimamos o valor e importância do que nos é estranho.

Isto é tão valido no campo ambiental como social e cultural. E quanto mais sítios e culturas conhecemos, com quanto mais pessoas diferentes e com experiências mais dispares das nossas contactamos mais abrimos o nosso espírito e o nosso coração.

Como já referi no ponto 3 as crianças têm a enorme vantagem de não terem ideias pré-concebidas, preconceitos ou expectativas.

Quanto mais cedo tiverem a oportunidade de contactar com realidades diferentes mais facilmente aprendem a respeitar essas diferenças. E do respeito vem o amor e do amor vem a vontade de cuidar.

Quando a gente ama é claro que a gente cuida.

já dizia o Caetano Veloso! Lembram-se?

E assim se educa uma geração com vontade de proteger o meio ambiente, de ser mais inclusiva no dia a dia e de lutar pelas causas que lhes são queridas.

A nossa experiencia sobre estas 6 razões para viajar com crianças

Temos o imenso privilégio de podermos falar por experiência própria de muitos dos pontos aqui abordados.  

Depois de tantos anos de viagens em família, desde 2014, e de tantos destinos visitados desenvolvemos esta convicção honesta de que as viagens têm sido uma parte preponderante e decisiva na educação e desenvolvimentos das pessoas que são e em que se estão a tornar os nossos três filhos.

Com traços de personalidade bem marcados, estando em três escolas diferentes e tendo começado a vida em períodos muito distintos da nossa história familiar (profissional, financeira, etc.) reconhecemos-lhes pontos comuns e de união quase todos ligados ao facto de viajarem muito.

E isso reconforta-nos nas nossas escolhas e motiva-nos para lhes podermos dar sempre este estilo de vida.

Então e agora vocês? Digam lá se já viajam com os vossos filhos ou se ainda têm receios?

 

Referencias

[1] “Travel is fatal to prejudice, bigotry and narrow-mindedness, and many of our people need it sorely on these accounts. Broad, wholesome, charitable views of men and things cannot be acquired by vegetating in one little corner of the earth all of one’s life.”Mark Twain

[2] “They’re going to start learning the tools for developing meaningful relationships, especially across differences, from an early age. / Travel has the potential to create a new narrative that teaches children about the similarities with others [and] lays a strong foundation, especially in the early years…We have the potential to raise a generation that knows how to live and coexist with each other.” Dr. Robin Hancock, a global education specialist with Bank Street College

[3] “It makes them more open to try new things [and] less cautious of people and scenarios that are not familiar to them. It will inevitably make children more open and remove bias.”  Dr. Robin Hancock, a global education specialist with Bank Street College

https://www.travelandleisure.com/trip-ideas/family-vacations/why-travel-is-important-for-kids

[4] “Walking 10 000 miles of world is better than reading 10 000 scrolls of books” Chinese Proverb

[5] “We know that in terms of language, babies perceive sounds differently from adults. As they get older… they lose the ability to distinguish many of the other speech sounds,” said Levy. “If we surround them with speech sounds from all around the world… then we are keeping those categories going, which helps later on in life with their language.”

Erika Levy, an associate professor in communication sciences and disorders at Teachers College at Columbia University.

[6] https://www.un.org/development/desa/en/news/population/2018-revision-of-world-urbanization-prospects.html

[7] https://www.who.int/activities/improving-the-mental-and-brain-health-of-children-and-adolescents

[8] https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Montessori

[9] https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/adolescent-mental-health

https://www.mentalhealth.org.uk/statistics/mental-health-statistics-children-and-young-people

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