Pontos e Milhas: definição e importância para viajar mais

Olá! Bem-vindos à série de artigos de blog sobre pontos e milhas que vai mudar para sempre a vossa maneira de viajar!

Já ouviram falar de milhas e pontos, de “lounges” e “frequent flyers”? E até já vos disseram que há quem passe a vida a viajar sem pagar quase nada?

Mas isso é para os homens de negócios, que ganham milhas a viajar, certo?

Errado!

E se vos disséssemos que não é a viajar que se ganham as milhas que nos permitem viajar muito gastando pouco? E que na verdade é possível transformar uma parte das nossas despesas diárias e mensais em poupanças para viagens? 

Assim como se todos os dias pusessem moedas no mealheiro. E sem que para isso tivessem de abdicar das pequenas coisas que vos dão algum prazer.

Há quem diga que só poupando (e abdicando de algumas coisas) é que se consegue viajar (muito). Mas aqui entre nós, poupar nem sempre chega não é? E há mesmo momentos na nossa vida em que não é mesmo possível fazer essas poupanças.

Então, e se afinal sempre que fazemos alguma compra também estivéssemos a amealhar para viajar?

Apesar de sermos 5 cá em casa e termos trabalhos modestos já conseguimos ir ao Panamá, Singapura, Bali ou Polinésia Francesa. Tudo graças aos pontos e milhas acumulados.

E o melhor é que mesmo quando não podemos viajar estamos permanentemente a amealhar para a próxima viagem!

Então venham daí, vamos lá perceber como é que vocês podem fazer o mesmo!

O que são pontos e milhas?

Pontos e milhas são tipos de moeda, de certa forma, como o euro ou o dólar.

São a moeda dos hotéis e das companhias aéreas.

Podem ser ganhos sempre que viajamos, sim. Mas também podem ser acumulados sempre que fazemos uma compra com um cartão de crédito associado a um programa de fidelidade.

Uma vez acumulados podemos usá-los para viajar sem pagar, no caso dos hotéis. Ou pagando muito pouco, no caso das companhias aéreas.

Cada companhia aérea (ou aliança) e cada cadeia de hotéis tem a sua moeda própria.

Os principais tipos de “moeda”

Neste mundo dos pontos e milhas existem três tipos de “moeda” associados a determinado tipo de serviço.

Milhas

São maioritariamente usadas para comprar bilhetes de avião nas companhias aéreas.

Geralmente milhas ganhas numa companhia aérea podem ser usadas em qualquer outra companhia membro da mesma aliança. Por exemplo, as milhas ganhas na TAP Air Portugal podem ser usadas em qualquer um dos 26 membros e 40 afiliados da Star Alliance.

As milhas podem ser ganhas quando fazemos voos ou quando usamos um cartão de crédito associado à nossa conta do programa de fidelidade de uma determinada companhia aérea.

Por exemplo, em Portugal é possível ganhar milhas TAP Air Portugal utilizando cartões VISA. 

A AirFrance por outro lado trabalha com a Américan Express.  

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Pontos

Estão principalmente associados a cadeias de hotéis como a Marriott ou a IHG. E tal como as milhas, os pontos ganhos num hotel podem ser usados depois para reservar noites gratuitas em qualquer um dos hotéis das marcas do mesmo grupo.

Na Europa os cartões de crédito associados a uma cadeia de hotéis são raros ou mesmo inexistentes em grande parte dos países.

Os pontos são, portanto, ganhos principalmente em estadias nos hotéis da cadeia.

Pontos de cartões de crédito

São pontos que não estão associados a nenhum grupo de hotéis ou companhia aérea. Por isso mesmo podem ser “transferidos” e utilizados mais livremente.

Infelizmente este tipo de pontos, muito usados nos Estados Unidos quase não existem na Europa. E quando existem, não apresentam tantas vantagens ou têm um valor inferior ao dos seus primos americanos.

Quanto valem os pontos e as milhas?

É importante perceber que as milhas e os pontos têm um valor “real” em dinheiro, mas a maior parte das vezes não existe uma conversão direta e oficial.

Por essa razão pontos e milhas não valem todos o mesmo. E o valor pode variar entre programas de fidelidade, ou mesmo de voo para voo da mesma companhia. E tal como reservas feitas a dinheiro, o valor dos pontos e milhas varia com as datas da reserva do hotel. De qualquer forma existe sempre uma correspondência monetária.

Existem três formas de atribuir um valor às milhas e pontos:

Valor Fixo

Em alguns casos o valor dos pontos é fixo. É o caso da cadeia de hotéis Accor em que 2000 pontos equivalem sempre a 20€, por exemplo.

Nestes casos é muito fácil perceber quanto valem os pontos e milhas mas é difícil (ou impossível) de otimizar a sua utilização.

Valor Tabelado

O valor pode ser tabelado e todos os hotéis da mesma cadeia se regem pela mesma tabela. Por exemplo na Marriott uma noite vale o mesmo em todos os hotéis do mesmo escalão. Ou seja, um hotel de escalão 6 nas Maldivas vai custar o mesmo que um hotel do mesmo escalão em Paris.

Valor indexado ao preço em dinheiro

No entanto cada vez mais há tendência a indexar o valor, principalmente das milhas, ao valor real dos bilhetes comprados em dinheiro. O que é que isto quer dizer?

Por exemplo, quando o valor é tabelado um voo Lisboa – Porto na TAP custa 3250 milhas independentemente das datas. Portanto os bilhetes estão só sujeitos à disponibilidade de lugares destinados à compra com milhas.

Quando o valor é indexado ao valor real dos bilhetes isto significa que, dependendo das datas a quantidade de milhas necessárias varia. É exactamente a mesma logica do preço em dinheiro. Por exemplo, o mesmo voo será mais caro no Natal do que a meio do mês de outubro quando há menos procura. 

É também muito importante perceber que a correspondência entre o que gastamos e as milhas ou pontos que acumulamos pode não ser 1 para 1. Dependendo do cartão de crédito pode ser mais, mas também pode ser menos.

Porque é que vale a pena desenvolver uma estratégia de pontos e milhas?   

Quando começamos a usar milhas e pontos para viajar é fácil nos apercebermos dos benefícios que podemos ter.

Esse benefícios são inúmeros e existem mil formas de tirarmos vantagem de milhas e pontos acumulados.

Mas, para mim existem na verdade duas razões fundamentais para desenvolver uma estratégia de milhas e pontos

Otimização de despesas fixas e / ou obrigatórias

A ideia de transformar despesas em poupanças para viajar parece-me por si só melhor do que só gastar sem receber nada de volta.

Tirando os sistema de cash-back, o sistema de pontos e miles dos programas de fidelidade são a única forma de otimizar despesas realizadas.

Se sempre que tivermos de gastar dinheiro, uma parte servir para viajarmos, não vejo razão nenhuma para não o fazer.

Tornar reais viagens “impossíveis”

Termos uma estratégia de milhas e pontos pode simplesmente permitir-nos fazer aquela viagem que nunca faríamos se a tivéssemos de pagar a dinheiro.

Pode ser uma viagem de sonho planeada com tempo, ou uma urgência em que temos mesmo de viajar e não dava jeito (ou não seria mesmo possível) pagar em dinheiro.

Em qualquer um destes casos o valor das milhas é imenso. E completamente independente do valor monetário a que corresponde.

Porque os sonhos não têm preço e o valor emocional não entra em escalas numéricas.

Surpresas boas e sonhos realizados

Tenho quase a certeza de que nunca teríamos ido ao Panamá se não tivéssemos milhas.

Na verdade, o Panamá estava longe da nossa lista de viagens para os «próximos tempos», mas a meio de um inverno difícil queríamos mesmo ir para um destino de sol. Procuramos os voos mais baratos para qualquer sítio que tivesse praia. Apareceu o Panamá mas era na mesma mais caro do que podíamos pagar na altura. Decidimos comprar os bilhetes da Zoe e do Guy e o meu com milhas.

Naquela situação foi sem dúvida a diferença entre fazer ou não aquela viagem. E estou super feliz por a termos feito!

E isto aconteceu para tantos outros destinos depois disso: Polinésia Francesa, Porto Rico, Bali, Nova Iorque, Singapura são só alguns exemplos.  

Urgências e oportunidades

Agora imaginem que têm mesmo de fazer uma determinada viagem. Por motivos de segurança ou de saúde ou para aproveitar uma oportunidade profissional extraordinária. Foi i nosso caso em varias viagens que fizemos com milhas a Nova Iorque.

Pode acontecer já não haver nenhum lugar disponível em tarifa económica, mas ainda existirem lugares disponíveis para serem comprados com milhas. Ou imaginem que já não têm muito plafon no cartão, ou mesmo na conta. Se tiverem milhas a viagem torna-se possível!

Mais uma vez terem acumulado milhas ao longo do tempo vai permitir realizar essa viagem de força maior mesmo que a conta bancaria não esteja preparada para isso. E essa viagem pode até transformar a vossa vida para melhor!

As milhas abrem possibilidades! E isso não tem preço!

Conclusão

Ainda aí estão? Como podem ver a noção de acumular e usar milhas e pontos para viajar é um “jogo” complexo, mas que pode trazer muitas vantagens.

Aqui deixei-vos a informação inicial necessária para entrarem neste mundo dos “frequent flyers”.

Se tiverem dúvidas ou perguntas a que este artigo não respondeu deixem a vossa pergunta em comentário ou venham conversar conosco no Instagram e seguir as nossas aventuras pelo mundo!

No próximo artigo desta série vou abordar as diferentes maneiras de acumular milhas para residentes na Europa. Vêm dai?

Boas viagens em família!

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