6 maneiras de aumentar o orçamento para viajar mais

Como ter orçamento para viajar mais? É das perguntas que mais recebemos. Isto e a comida dos miúdos em viagem! Mas isso é outra historia!

Se deram uma olhadela à nossa historia (se não deram vão la espreitar aqui! 😊 ) já sabem que de um ponto de vista de tempo a nossa disponibilidade e flexibilidade de agenda se devem muito às nossas escolhas profissionais.

Mas alem disso há o lado financeiro, certo? Que por vezes (ou quase sempre) é mais limitador até do que o tempo de férias que possamos ter.

Vou-vos contar aqui, o mais detalhado que conseguir, tudo o que fazemos para conseguir orçamento para viajar 5 meses por ano!

Bem sei que nem todas as soluções se aplicam a todas as famílias. São 8 pontos distintos que podem ser conjugados e adaptados à realidade de cada um de vocês. São ideias que podem ajudar a fazer algumas otimizações no orçamento.

Então vamos a isso!

1. Estabelecer prioridades

Não temos orçamento mensal ilimitado e por isso temos de fazer escolhas e estabelecer prioridades de forma clara e objetiva.

Para nós viajar sempre foi uma prioridade, logo a seguir à alimentação e saúde. Viajar faz parte da educação que queremos para os nossos filhos. E por isso mesmo optamos por reduzir todas as despesas que conseguimos.

Por exemplo, não trocamos de carro com frequência. Não compramos roupa todos os meses (nem para nos nem para os miúdos). Não temos hábitos como fumar ou ir beber café todos os dias. A nossa casa é exatamente do tamanho que precisamos (nem um quarto a mais). Andamos de transportes públicos ou a pé a maior parte das vezes. Só vamos a centros comerciais se tivermos uma compra especifica para fazer ou uma encomenda para levantar. E cumulo das poupanças, eu ainda arranjo roupa em casa como fazia a minha avó ou a minha mãe. Até porque tenho horror ao desperdício!

Estes são alguns pontos onde é bastante fácil fazer economias no dia a dia.

Não deixamos de aproveitar a vida no dia a dia ou de passear perto de casa. Vamos a restaurantes quando nos apetece, levamos os miúdos a atividades perto de casa, encomendamos comida quando não nos apetece cozinhar.

Mas não nos esquecemos do nosso objetivo principal e quando precisamos de fazer escolhas temos as nossas prioridades bem definidas. Fazemos economias nesse sentido.

família a brincar no Champ de Mars, perto da Torre Eiffel em Paris, na primavera com flores de cerejeira

2. Planear

Temos sempre as datas das férias e dos fins de semana prolongados muito bem marcadas no calendário. Em paralélo consultamos com muita frequência (quase diária) os preços dos bilhetes de avião à volta das datas em que podemos ou queremos viajar.

Quando encontramos voos a bom preço compramos imediatamente, por vezes com mais de 6 mêses de antecedência. Isso mudou um bocadinho com a pandemia por causa das restrições, mas estamos rapidamente a retomar os bons velhos hábitos.

A grande maioria das companhias aéreas lançam a venda de bilhetes certa de um ano antes da data do voo. Mais ou menos com 300 dias de antecedencia. Ou por vezes no fim da época para a mesma época do ano seguinte. Por exemplo no fim de setembro para o verão do ano seguinte.

Costumávamos planear as nossas férias de verão na Grécia por volta de outubro ou novembro do ano anterior. Além de garantir um preço mais interessante, saber que já tínhamos essa viagem organizada com antecedência fazia-nos aguentar melhor o inverno.

O hábito de acompanhar a evolução dos preços permite-nos comprar quando os valores são mais baixos ou, na impossibilidade de comprar logo, escolher os destinos mais acessíveis.

família numerosa em Santorini com moinho e casa cor de laranja ao fundo

3. Ser flexível

Apesar de termos uma lista de viagens que queremos mesmo fazer e de estarmos condicionados pelo calendário escolar mantemos sempre uma grande abertura de espírito em relação ao destino e às datas.

Quando fazemos buscas para voos começamos muitas vezes por procurar por objetivo da viagem. E isto em vez de procurar um destino específico. Por exemplo, se queremos um sítio tropical com praia e calor não procuramos necessariamente as Maldivas. Fazemos uma lista de países que correspondem aos nossos critérios de base e comparamos os preços para todos esses países nas mesmas datas, de forma a encontrar o destino mais barato.

Na verdade, foi assim que descobrimos o Panamá. Nunca tínhamos pensado em visitar aquele país e acabamos por adorar essa viagem!

Consideramos sempre a hipótese de sair ou voltar uns dias mais cedo ou uns dias mais tarde. Isto é super importante porque viajamos nas férias escolares quando os preços tendem a ser mais elevados. Geralmente sair uns dias antes das férias ou chegar uns dias depois das aulas começarem não tem impacto nenhum na aprendizagem e ajuda muito a reduzir custos.

mãe e filha a conversar na praia perto de uma palmeira em Bocas del Toro Panamá

4. Pensar “fora da caixa”

Por vezes mudar de aeroporto ou considerar fazer mais escalas faz uma grande diferença no preço total da viagem.

Vamos muitas vezes apanhar voos a Nantes ou mesmo a Bruxelas ou Luxemburgo. Evitamos sair de Paris de onde os voos são muito caros. A diferença chega a ser tão grande que compensa a viagem de carro ou comboio e mesmo uma noite de Hotel.

Procurar soluções alternativas pode fazer a diferença entre ser possível pagar a viagem ou não a podermos comprar de todo.

mãe e duas filhas no elevador panorâmico de Pfaffenthal com vista para Luxemburgo

5. Compensar despesas gerando receitas

Quando viajamos, por definição, não estamos em casa nem no nosso espaço de trabalho.

A nossa casa é alugada por isso só podemos fazer troca com amigos, mas tenho o meu atelier no nosso antigo apartamento que podemos alugar como estúdio enquanto não estamos ca.

Claro que isto não é possível em todos os sítios por causa das leis de controlo dos alugueres turísticos de curta duração. Mas sem desrespeitar as regras e nos limites possíveis é uma ótima maneira de compensar algumas das despesas de viagem. 

Até porque podem trocar casa (House Swap). Funciona especialmente bem entre famílias e apesar de nunca termos experimentado conhecemos quem já tenha feito várias vezes e corre sempre bem.

apartamento de aluguer turistico em Paris

6. Aderir a vários programas de fidelidade

Os programas de fidelidade das companhias aéreas ou cadeias de hotéis não são só para os homens de negócios ou empresas. Alias, nem é preciso viajar muito para valer a pena!

Ao contrário do que se possa pensar não é a viajar que se consegue acumular milhas e pontos.

Na verdade, para se viajar mais temos de conseguir transformar em milhas e pontos todas as despesas. Despesas do dia a dia ou todas as despesas que faríamos de qualquer forma (combustíveis, alimentação, obras de renovação ou reparação…) ou mesmo as despesas de viagens.

Os programas de fidelidade, aliados a cartões de milhas e / ou pontos permitem-nos transformar todas essas despesas em poupanças para viajar. Poupanças essas que mais tarde se traduzem em mais viagens ou na redução dos gastos.

Foi assim que viajamos até à Polinésia Francesa por cerca de 160€ por pessoa, ida e volta!

três crianças a olhar para a lagoa azul em Moorea, na Polinésia Francesa

7. Optimizar tudo o que é possivel

Uma forma de ver / viver mais gastando menos é otimizar ao máximo. Conseguir aumentar as experiências sem ultrapassar o orçamento inicial é sempre o nosso objetivo de base.    

Vemos os stop overs como grandes oportunidades para conhecer mais uma cidade. Sempre que possível tentamos mesmo aumentar o mais possível esse tempo de escala. Isto parece o contrário de otimizar mas na verdade permite-nos adicionar mais um destino à nossa viagem. Permite-nos fazer tudo com mais calma e muitas vezes reduzir consideravelmente o valor total do voo.

Por exemplo, cada vez que visitamos Bali, optamos por passar pelo menos alguns dias em Singapura. Poderíamos fazer uma escala mais pequena mas perdíamos a oportunidade de visitar mais um destino.

Otimizamos as deslocações locais. Ou seja, uma vez escolhido o destino da viagem investigamos o que queremos visitar e agrupamos tudo por ordem de distâncias de forma a reduzir deslocações. Isso permite-nos poupar tempo e dinheiro seja em transportes, gasolina ou mesmo estacionamento. Pode mesmo permitir a compra de bilhetes conjuntos para mais do que um ponto de interesse com tarifas reduzidas.

família numerosa e viajante a olhar para a cascata da Cloud Forest nos Gardens By the Bay em Singapura

8. Nunca parar de trabalhar ou de gerar receitas

Não somos nómadas digitais, mas isso não significa que não possamos trabalhar à distância.

Nunca poderíamos viajar tanto se cada vez que o fazemos fossemos de férias. Em média viajamos 5 meses por ano distribuídos em várias viagens e isto sem contar com fins de semana por vezes um pouco prolongados. Claro que não podemos interromper completamente a nossa atividade profissional.

O que nos permite viajar é exatamente o facto de continuarmos a gerar receitas enquanto viajamos.

Mas como? Vou vos dar o meu exemplo concreto. A minha atividade é a criação e produção artesanal de iluminação ecológica. Algo muito concreto e para o qual preciso de matéria-prima, utensílios específicos e espaço de trabalho. Essa parte claro que não posso fazer à distância. Mas posso fazer tudo o resto! Vejam aqui varios exemplos: contabilidade, promoção, encomendas a fornecedores, preparação de conteúdo, assinatura de contratos, contactar novos clientes e muito mais.

Ou seja, o facto de continuar a trabalhar em viagem permite-me otimizar o meu tempo de trabalho no atelier para produzir mais e ter mais stock. E continuar a vender mesmo quando estou a viajar usando um serviço de logistica.

Antes trabalhava em Arquitectura. Não posso fazer visitas de obra estando a viajar, certo? Mas podia fazer toda a parte de desenvolvimento e desenho do projeto.

Na realidade, esta solução está a meio caminho entre o trabalho tradicional e a vida de nomada digital.

Também podem encontrar um hobby como vender fotografias online.

trabalhar num computador ao lado de uma piscina enquanto as crianças brincam na água.

Existe sempre uma solução!

Para quem o objetivo é mesmo viajar há sempre uma dinâmica que pode ser encontrada para organizar a agenda em função das viagens que pretendemos fazer.

E isto leva-me de novo ao primeiro ponto deste artigo: estabelecer prioridades!

A pergunta que devem fazer a vocês próprios é: “As viagens de longa duração são uma prioridade para vocês e para a vossa família?” Ou “só” querem melhorar as condições das vossas férias?

Nos próximos artigos sobre Budget e Milhas e Pontos vou dar informação mais precisa e abordar alguns destes temas mais em pormenor.

Digam-me nos comentários se já põem em prática alguns destes pontos!

Ou que assuntos gostariam de abordar mais a fundo nos próximos artigos?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close
Ultimo Artigo
Close

THE WANDERERS TRIBE

por Le Voyage de Zoé. Uma familia de 5 a explorar o mundo !

Le Voyage de Zoe
© Copyright 2024. All rights reserved.
Close